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  • Nascida para Brilhar – Musa do Anomia

    Posted on janeiro 11th, 2010 emerson 9 comments

    Renata Davies – Este post, nominado em paráfrase ao filme de Kubrick (Full Metal Jacket), é para homenagear uma das entidades de luz que conheci pelo Twitter. Já tinha escolhido que ela seria a próxima Musa do Anomia,  mas a falta de tempo causou a demora, embora a escolha já se dera desde o primeiro “hello” (citação cinematográfica necessária a Jerry Mcguire): minha amiga Renata Davies, ou, para os mais íntimos, Renata Locutora.

    Antes de mais nada, apresento a Renata para os leitores do blog, alguns que não se deslumbram com o Twitter: além de linda, gente boa e muito sangue “baum”, essa carioquinha iluminada também tem um desses talentos naturais para a comunicação. De onde mora e dispondo atualmente apenas de um único palco (um pequeno quarto onde repousa seu computador, uma bicicleta ergométrica e muita simpatia), a adorável Renata enfrenta os problemas do dia-a-dia, na comunidade onde vive no Rio, muito embora alguns desavisados possam confundir-lhe a tez clara e os olhos idem de mais uma habitante da gloriosa zona sul carioca. Do pequeno quarto, portanto, nossa musa se comunica com o mundo, distribuindo afagos e tiradas impagáveis através do seu Twitter.

    Ela também me confunde a mente, ao dissecar nossa já não tão imberbe língua portuguesa, criando e reverberando vernáculos preciosos, mesmo que limitada aos 140 espaços que a mídia social mais badalada do momento permite. Nossa musa também canta e encanta muito. Não exagero ao dizer que, do alto de onde mora, a amiga Renata destila sua genialidade em forma de desabafos para o seu Braseeeew antropofágico, ironias e frases cujo norte maior é sempre o bom humor.Foi das poucas pessoas com quem conversei um papo interessante que valsou de música clássica, popular até mesmo os filósofos alemães, onde ela me surprendeu falando de cátedra sobre um dos meus prediletos, Arthur schopenhauer. Só a dor é positiva, não é Renata?

    Mea máxima culpa, confesso, visto que ao conhecê-la, quase me deixei levar pela armadilha de julgá-la pela beleza, como se a “culpa” da beleza exterior que a natureza lhe deu, fosse dela. Não sucumbi, pois em poucas palavras já lhe desvendava a riqueza balzaquiana de uma alegria e sapiência contagiantes.

    Seu maior sonho, não aconteceu ainda -  lamento aqui também com uma certa melancolia de quem torce pelos amigos -  era o de despontar no maior reality show que estas terras tupiniquins conhecem: o BBB da Globo. Não foi desta vez, mas também sei que Renatinha nasceu para brilhar. Pena que esta edição tupiniquim do BBB não contará com uma de suas personas mais instigantes. Não importa, um dia ela chega lá!

    Ave, Renatinha!

  • Amor Sem Escalas – Uma Crítica

    Posted on janeiro 11th, 2010 emerson No comments

    Up In The Air(2009) – Os leitores deste Anomia logo irão entender que o simples fato de retornarmos às críticas de cinema, já denota que um filme me chamou – e muito – a atenção. Pois bem, Amor Sem Escalas, um drama que estréia daqui a pouco no Brasil, foi sujeito de mais uma identificação com a telona.

    No filme, um executivo (George Clooney) de uma empresa de downsizing, cujo mister principal é demitir as pessoas por todo os EUA, vive mais tempo em trânsito do que na própria casa. Em uma das cenas ele confessa sem esconder um certo orgulho, que no ano anterior passara 322 dias viajando, sendo apenas 43 em seu domicílio oficial, em Omaha. No papel desse sujeito aparentemente insensível, Clooney faz um de seus melhores papéis, numa simbiose perfeita formada por roteiro, direção e atuações perfeitos. Ao lado de Clooney, merece destaque também a jovem atriz vivida por Anna Kendrick, que merece igualmente ser lembrada na hora das indicações que o filme há de merecer.

    O filme já seria interessante ao ter como pano de fundo uma personagem cujo maior desejo é um cobiçado cartão dado a quem acumula 10 milhões de milhas pela American Airlines. Merchandising à parte, numa cena que somente os que viajam bastante entenderão com mais precisão, discute com outra viajante quais os méritos dos cartões de milhagem que possuem, num anteparo meio absurdo para uma paixão que pode surgir entre eles a partir da identificação mútua com a vida em trânsito.

    O Diretor, que já brilhou com o aclamado June, é o canadense Jason Reitman, também um dos roteiristas, e que novamente se firma como um dos melhores de sua geração. O toque certeiro com que dirigiu do experiente Clooney à jovem Kendrick denotam sua capacidade para extrair a maior sensibilidade possível, mesmo em situações que beiram o absurdo.

    Absurdo, aliás, é um dos componentes do filme.  A solitária personagem central de Clooney em Amor Sem Escalas se vê ameaçada pela jovem colega (Kendrick) a quem terá que treinar, numa época de crise nos EUA e pródiga em demissões. O negócio da empresa deles, aliás, só cresce em tempos de crise, um paradoxo que já pontua bem o filme desde o início. Além disso, palestras de motivação, onde se apresenta apenas com sua modesta mochila de viagem, é uma das tarefas que mais apetece nosso antiherói moderno, que dentre hábitos espartanos destaca que a família é um acessório inútil para quem deseja enfrentar o ambiente hostil dos negócios. E é justamente esta velha dicotomia entre família e trabalho que inicia o principal conflito do filme, o que não caberia contar agora a fim de não estragar os desdobramentos de um miniespetáculo saboroso.

    Aos que vez e outra se jogam no mundo e ficam sem saber ao certo qual o seu domicílio, é um filme imperdível. Aos demais, também.

    Post Scriptum: qualquer semelhança entre Amor Sem Escalas e Lost in Translation de Sofia Coppola (outro predileto deste redator), acredite, não será mera coincidência :)

  • 270 HP a 40km/H

    Posted on junho 25th, 2009 emerson 1 comment

    Bar São Cristovão na Vila Boêmia, digo, Madalena – Ontem fui com minha Senhora ao encontro dos amigos @jgveras e @sellaro e outros diletantes companheiros, ao São Cristóvão, em Vila Madalena. Muito bom. Para mim, é um Boteco que se auto proclama bar-restaurante, apresentado num agradável recinto, bastante próximo do Filial e em frente ao Salve Jorge, para quem já é familiarizado com o bairro.
    O ambiente é repleto de menções ao nosso amor maior, estampando em suas paredes todas as flâmulas, fotos e reportagens que você imaginar do bom futebol. Desde uma foto clássica de Pelé vestido como guarda da Rainha Inglesa, até a da nossa Seleção campeã da Copa América de 1989 (Gábs, vou tirar sua dúvida, ali na pontinha da foto era mesmo o grande Valdo, graças ao bom e velho Google). Nem preciso dizer que lá encontramos também fotos da Estrela Solitária do meu Botafogo e nosso eterno Garrincha.

    A Companhia, como sempre aqui temos tido a sorte, super agradável, numa noite que foi rápida mas gostosa, mais uma vez comprovando que vila Madalena e Moema são os melhores recantos boêmios de Sampa.
    Na volta, vale o registro de que nada mais salutar esta Lei Seca. Ceder uma máquina de 270 HP às mãos simpáticas de outra fera, porém certamente menos hábeis que a minha, a traumáticos 40km/h em plena madrugada da Faria Lima, somente prova que: ou não bebemos mesmo, ou nos contentamos em saber que quem se acha o mais tenaz e hábil dos motoristas, perde toda razão quando ingere álcool. E ai de quem reclamar tendo a providencial companhia de uma abstêmia!
    C’est la Vie

  • Dia dos Namorados no Le Poeme

    Posted on junho 13th, 2009 emersonddd No comments

    Le Poeme Bistrot – Meu Valentine´s day foi no Le Poeme Bistrot, do famoso e simpático restauranter Petrit Spahija.
    Inaugurei no dia, mais uma seção deste blog: Comentários de um Gourmet Amador via Twitter, onde tive a idéia de ficar atualizando minhas impressões via Twitter (acho que isso vai dar um novo blog, aliás, sem falsa modéstia é uma boa idéia, sigam e copiem-me os bons!).

    Sobre o Le Poeme, o ambiente, é um primor. No começo me decepcionei porque de tão lotado, tivemos que esperar mais de uma hora e meia, apesar da reserva antecipada de uma semana. Além disso, dois casais que chegaram depois, foram acomodados antes. Até entendi a atenção dada, pois eram senhores de idade, mas acho que a inexperiência da Hostess da casa cuidou para que tanto eu como meus acompanhantes ficássemos chateados de graça. Explico: Tivesse ela nos perguntado se poderíamos ceder os lugares, o faríamos prontamente. Além disso, em nossa longa espera, várias mesas de 2 lugares ficaram vazias, mas mesmo assim não se teve a idéia de juntá-las e nos propiciar uma mesa para nós. O pior, foi que ao comentar sobre isso ela pareceu nitidamente incomodada e ainda saiu com esta: “depois vocês podem até me dar aula de física quântica, mas agora não dá.” (bem, eu não sou muito habitué dos restaurantes brasileiros, mas dos melhores que frequentei aqui e principalmente pelo mundo, tanto a figura do maitre como a de hostess são em sua maioria, impecáveis na simpatia).

    Tudo isto, bobagem, no entanto. A simpatia do dono do lugar, compensou toda espera. A comida, o ambiente. A boa carta de Vinhos, que me ajudou sobremaneira no aguardo da mesa, me fez esquecer a chateação e a noite foi muito agradável, principalmente regada com o sabor de Mendoza através do Alto Las Hormigas Malbec.
    Desta forma, eu recomendaria uma, duas, dez vezes o Le Poeme. O Cardápio especial, nada caro aliás, para os padrões de São Paulo, incluia uma entrada com Struddel salgado de queijo de cabra, main course de um delicioso Carré de cordeiro ao molho de tomilho e a sobremesa um crepe de banana com canela saboroso.
    Enfim, na saída o dono do restaurante, francês Petrit Spahija ainda nos foi de uma atenção ímpar, se desculpando pela espera e esbanjando simpatia e educação, mesmo para quem esteve toda a noite muito ocupado. Coisas de gente chique e de bom gosto. Foi um ótimo jantar, numa noite belíssima e uma companhia mais do que agradável. Este Anomia indica e vá, claro, bem acompanhado pois o romance está no ar do Le Poeme.

  • Retalhos de um Show

    Posted on junho 3rd, 2009 emersonddd No comments

    Jazz Nights – Semana passada assisti a um dos melhores shows musicais de minha recente existência paulistana: Cassandra Wilson no Bourbon Street, aqui em São Paulo. Ganhadora de dois Grammy (o primeiro em 1996, melhor cantora de Jazz, com o álbum Moon Daughter e agora em 2009, com Melhor Álbum de Jazz, Loverly), fui presentado com uma apresentação inesquecível. Aliás, em todos os eventos aos quais compareci na melhor casa de jazz de São Paulo, nenhum me desapontou. Foi uma ótima escolha, devo ressaltar, pois disparado foi o melhor show de Jazz que já assisti. É necessário começar destacando a trupe que acompanha a cantora. São músicos espetaculares com uma presença de palco tão boa quanto a de Cassandra, que tanto iniciam quanto terminam a apresentação sozinhos. Dos inúmeros solos que assisti por toda noite, não consigo pinçar um único que tenha gostado mais. Desde o estiloso pianista até o versátil na percussão, os caras são um complemento à altura da personagem principal da noite. O que mais destaco em tudo, foi a aura que nos envolveu ali no intimista Bourbon, com um som que não seria possível ficar indiferente. Acostumado ainda com a performance contida de Jane Monheit no mesmo local há cerca de dois meses, fui arrebatado pela emoção com a sedutora e simpática artista de quase 60 anos (e um corpitcho de 40), que sobra em energia e jovialidade. Para mim, o ápice foi em Manhã de Carnaval, onde fui arremessado de imediato a um momento do passado, onde escrevi aqui este texto. Pois na voz de Cassandra Wilson, a música de Luiz Bonfá restou ainda mais bonita. Em poucos momentos me senti tão envolvido por uma música,  já que a atuação da estrela principal ajudou de forma excepcional. Toda apresentação teve um fio condutor doce e suave e era inimitável a emoção com que conduzia e ao mesmo tempo se entregava à emoção de sua arte. Abaixo, um video da cantora e Banda, com um som bem nosso:

  • Virada Cultural 2009

    Posted on maio 2nd, 2009 emersonddd No comments

    virada_cultural_2009
    É Hoje!!! Talvez a melhor programação cultural do ano em Sampa, inclui nomes como Maria Rita, Tom Zé, Zeca Baleiro, Chico César, Francis Hyme, Egberto Gismonti, só para citar alguns. Se você é ou está em Sampa, clique aqui e se informe de toda programação. Se não, clique do mesmo jeito e fique só na vontade! :)

  • Meus Botecos

    Posted on maio 1st, 2009 emersonddd No comments

    Anomia Indica – Se você é Paulistano, tem que ter o seu boteco. De preferência, perto de casa e que você vá e volte a pé mesmo, principalmente com a necessária Lei Seca. O meu, já eleito desde o ano passado, é o aconchegante Seu Beraldo, onde me sinto em casa e, de quebra, ainda sou amigo de todo mundo por lá. É a minha Pasárgada Etílica, por assim dizer. Já falei dele aqui e volto a indicar para quem andar por Moema.

    Seguindo a minha decisão de indicar os locais que gosto, não dá para deixar de lado outros endereços interessantes. Em Sampa, saliente-se,  há tantos botecos que nem se você decidir visitar um por dia, irá conhecer todos. Um dos que incluo na lista de prediletos, fica na Vila Madalena – que é pródiga em recantos boêmios diletantes – e quase nunca tem hora para fechar: Filial. O boteco é cheio de garçons, quase todos cearenses é claro (se você for num boteco e não tiver um conterrâneo deste redator como garçom, desconfie: só os melhores recantos tem os melhores atendentes), e não me recordo nunca de ter sido convidado a deixar o ambiente antes de ter vontade, fica aberto até o último freguês. Uma pesquisa na Net irá desvendar que os seus donos tem outros endereços, os quais ainda visitarei, mas ir até Vila Madalena e não tomar um chope no Filial é uma lacuna indescupável. Aproveite e peça também o filé ao molho de alho e curta a decoração do lugar, principalmente as várias charges do Chico Caruso.

    Serra da Cantareira – Suba a Serra, vá até o Velhão e não se arrependa. De preferência, num dia de feriado como o de hoje. Lá tem lojinhas, o ar (aparentemente) puro da Serra e um restaurante saboroso: As Véia, outro premiado nos Guias de Sampa. Comidas típicas, caseiras, decoração ótima, tudo de bom. Serve para lembrar que nem só de concreto vive São Paulo.