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O Boteco Sujo, os NeoChovinistas do ABC e o Requião
Posted on outubro 29th, 2009 2 commentsBlog – O Boteco Sujo, do qual já falei uma vez antes por estas bandas, é um dos melhores blogs que conheço atualmente. Dele, recebi ontem, via tuit do Gravata, notícia de uma dessas barbáries que a gente só gosta de pensar que existem em Países nos quais o belo e glorioso Ocidente deposita todas suas fichas como sendo o recanto do atraso intelectual: a ver, Irã, Coréia do Norte e congêneres.
Pois bem, aqui mesmo no avançado Estado de São Paulo, numa instituição de nível superior, todo o inconsciente coletivo medíocre e arrraigado em anos de atraso chovinista e preconceituoso, se fez presente, quando uma turba enlouquecida (desculpando a necessária redundância) achincalhou uma aluna, sob o pretexto de que sua indumentária era inapropriada. Aos gritos de baixo calão e demais agressões, a aluna só saiu de lá com escolta policial.Pois bem, serve para analisarmos que tipo de imbecis podem estar a vir para a próxima camada dita pensante em nosso País. Num mesmo País onde a nudez é utilizada de forma simbólica e eficaz como arma de protesto, lá na Uniban atacaram a aluna por estar em trajes alegadamente sumários, como se nossa cultura pop tv não fizesse o mesmo diuturnamente na TV, Cinema, enfim, nas mídias convencionais. Se você, leitor, por acaso recordou agora de Nelson Rodrigues em Toda Nudez será Castigada, não foi mero acaso.
Ora, esses mesmos neochovinistas que quase apedrejaram a menina do ABC, devem ser os mesmos que se esbaldam assistindo às palhaçadas (no melhor e mais sadio sentido da palavra) de Programas humorísticos como Pânico na TV, Casseta e Planeta e congêneres. Estão, então, tendo a opinião formada ou deformada?
Uma humilhação para todos nós, quando em pleno século XXI, como bem observou o Boteco Sujo, criamos uma Joana D’arc tupiniquim, justgamente dentro da Academia, onde seria lá que deveríamos buscar derrubar os muros que ainda existem de preconceito em nossa sociedade. Mas, o que dizer, quando até os Governantes patinam quando o tema é tolerância, como foi o caso do Governador Requião em sua desencontrada “piada” com as Paradas Gay e o câncer de mama? Até mesmo em sua Nota de Resposta (ou Defesa), o Governador não chegou a explicar direito, pois em sua Nota, optou por sair à tangente de dois assuntos sob os quais ainda reina muito o preconceito: o câncer e a diversidade sexual. Poderia ter se desculpado, mas preferiu tentar justificar o erro.
Nessas horas é que todas as diferenças se eliminam: em meio à multidão preconceituosa do ABC oun qualquer outra, não existem ideologias, partidos políticos, sexo, times, centro ou esquerda. Estão todos nivelados, à mediocridade e preconceito. Muitos ainda não devem ter percebido, mas a outra vítima desse vídeo horrendo, além da aluna perseguida pela fúria ignóbil da multidão: é a própria multidão, que conseguiu retroceder às ruínas do Coliseu Romano em poucos minutos, esquecendo de sua condição humana para agirem como meros predadores antropofágicos. Uma lástima…
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O Norte e Nordeste Pedem Ajuda
Posted on maio 21st, 2009 2 commentsDois Pesos e Duas Medidas Midiáticas – Importante texto do amigo multimidiático Gabriel Ramalho, em seu blog Silenzio, cobra uma postura paritária para a cobertura que a grande imprensa vem fazendo das enchentes no Nordeste (que também atingiram parte da Região Norte). Se comparados com a repercussão dada pelos principais veículos às enchentes que abalaram principalmente Santa Catarina, os esforços não parecem os mesmos. Comecemos a cobrar de qualquer postura que utilize dois pesos e duas medidas, mormente quando se percebe que à vida e dor humana, não cabem restrições, em especial quando utilizados dados econômicos a justificar uma ação ou omissão, como bem observa o artigo citado.
Vale lembrar também, que muitos brasileiros das regiões que agora foram atingidas por chuvas inesperadas, ajudaram os seus compatriotas da Região Sul, quando da massiva e necessária campanha feita a partir da cobertura responsável da imprensa. É de se esperar, e aqui vejo a necessidade das chamadas do Gabriel, que a recíproca além de imprescindível e óbvia, seja também verdadeira, mormente por quem tem a responsabilidade social e a cátedra de formar e informar a opinião pública.







