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Blogueiros, Tweeters, Jornalistas ou Marqueteiros? O limite da Nossa Isenção
Posted on junho 22nd, 2009 2 commentsBlogueiros, Tweeters e a Imparcialidade – Até onde vai a nossa isenção, enquanto comunicadores? Me deparo hoje com a notícia de que, depois de muitas reclamações (inclusive via Twitter), a Telefônica foi proibida pela Anatel de vender o seu produto de banda larga, Speedy.
A maioria dos blogueiros, twiteiros e cia, adora reclamar. Adoramos, confesso. Muitos de nós gostamos de emplacar campanhas contra ou a favor de greves, contra ou a favor de eleições etc. Em resumo: somos críticos, sempre críticos com toda razão e direito constitucional em nosso favor. Dia desses, por exemplo, estávamos palpitando sobre a perda da conta de uma famosa Tweeter brasileira ou bombardeando o José Sarney e até mesmo a discutível teocracia do Irã, ou seja, atuamos como jornalistas em “real time” sobre os acontecimentos que nos apetecem.
No entanto, o nosso silêncio muitas vezes nos remete mais a uma reflexão do que nossa informação escrita o faria. Daí, uma uma pergunta que eu mesmo me faço usualmente: até que ponto podemos nos “oferecer” como formadores de opinião isentos, quando temos contratos de patrocínio, em especial em relação a assuntos que nos dizem respeito ao nosso labor diário, como por exemplo este caso da Telefônica?
Numa breve busca pelo Google, encontro dois artigos que mostram que somos, enquanto responsáveis por blogs, sites e Twitters, visados pelos marqueteiros, haja vista que as mídias sociais, cada vez mais são um componente forte na formação da opinião de milhões de consumidores. Aqui neste post, de um colega blogueiro que não conhecia ainda, vejo por exemplo a promoção que a Telefônica fez especialmente a blogueiros, para anunciar um novo serviço chamado Xtreme, onde figuram como convidados amigos de longa data virtual como o multimidiático Hedynney “interney” Souza e o intrépido Inagaki. Aqui nesta outra notícia, num ótimo artigo de Luciana van Deursen Loew no BlueBus, leio mais sobre o contrato firmado pelo blogueiro Marcelo Tas com a Telefônica sobre o citado serviço.
Daí eu fico perturbado, quando vejo que muitos de nós silenciamos sobre tais assuntos que nos envolvem, mormente aqui em São Paulo, em especial de serviços dos quais somos usuários (pelo menos uma boa parte) no dia-a-dia. É um silêncio perturbador. Dia desses, o próprio Tas utilizou um termo que depois entendeu inadequado ao se referir a um episódio da greve da USP. Mais do que corretamente, retirou o citado termo num post seguinte, admitindo que teria exagerado.
No caso da Telefônica, não seria também o caso de opinarmos sobre a decisão da Anatel contra a Telefônica? Mesmo que ainda exista a possibilidade de recurso, como é particular de todas as decisões administrativas e judiciais, os leitores merecem um esclarecimento nosso.
Notícias que envolvem diretamente a internet, acho que merecem sempre nossa atenção. Eu penso assim, haja vista que de forma inegável formamos opinião. E por mais isenta que seja nossa opinião, cabe aos leitores um mínimo de explicação, até mesmo para informar que um eventual post, ou “tweet” seja fruto de um contrato publicitário. Numa área que carece de uma regulamentação mais clara, a internet, entretanto, continua sendo uma terra onde vige a lei, é óbvio. É bom que também sejamos cada vez mais transparentes e saibamos diferenciar o quanto de nós é um propagandista. E qual é a nossa parte jornalístico, se é que conseguimos e sabemos mesmo, conviver com as diferenças abissais, conciliáveis ou não, que há entre elas …
Com a palavra, nós mesmos
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CMS e as Mídias Sociais
Posted on maio 26th, 2009 2 commentsPólvora – Quando visitei recentemente o Pólvora, me deparei com uma promoção interessante. Definitivamente tenho esse péssimo hábito por ser atraído por vida inteligente. Resolvi, portanto, participar mais pela provocação interessante que faz, do que por achar que ganharei.
Em primeiro lugar, porque já me sinto um dinossauro em meio a tanta gente nova e boa por ai. Quando eu entrei em contato com a internet, lá pelos idos de 1997, só tinha tido algo mais íntimo com os antigos BBS, tinha ainda linha discada – que caía a quase todo momento – muito rudimentar a coisa.
Em 2002, quando me deparei com o primeiro CMS que me arrebatou a atenção (na verdade nunca senti o tesão necessário pelo Geocities a fim de publicar ali algo que me deixasse contente), comecei a me tornar mais íntimo do blogger, e foi onde comecei a conhecer na época, as pessoas mais interessantes de nossa globosfera. Acho que poucas pessoas que não iniciarem neste época nostálgica, não adentraram no Interney ao menos uma vez, em busca de ajuda através de ferramentas e tantos outros serviços que na época eram novidades “de ponta” que dificilmente, mormente aos inicantes, poder-se-ia encontrar rm outro local.
Mantive, estive Blog, ainda por um bom tempo hospedado no Blogspot, quando em 2006, fui atingido pela boa apatia que eventualmente atinge boa parte dos blogueiros e devo ter publicado em 2 anos, no máximo uns 5 posts, o resto apenas republicava textos passados.
Não sei ao certo porque, mas em 2009 retornei à carga toda e, obviamente, o blogger já me pareceu insuficiente para meus anseios num cenário de mudanças em profusão, como a esperada web 2.0. A primeira e mais acertada decisão que tomei, foi migrar ao Wordpress, além de iniciar-me no Twitter.
Hoje, mais do que nunca, percebo que as Mídias Sociais tem posição e papel estratégicos nesta nova era que ora se configura neste momento em todo o planeta: a precisão e quase instantânea repercussão das novas CMS dão uma expecativa de panorama que nem mesmo os mais antenados e calculistas podem realmente prever, mesmo que a curto ou médio prazo, tanto que somos testemunhas das inúmeras mudanças em profusão que acontecem a cada dia, até mesmo quando se verifica cada vez mais com o alcance e poder de mudança que essa nova Internet possui, porque ajudam e fascinam muitos, mas também eventualmente incomodam outros, ao se perceber que a mídia convencional já declina até mesmo da visão ultrapassada de que a Internet seria apenas um mecanismo medíocre de lazer, e começam a se perceber grandes e contundentes movimentos e iniciativas, numa pulverização do pensamento que talvez não estivesse no “script” de visões mais conservadoras.Minha pergunta, aos participantes do seminário seria esta, certamente: como pensadores, administradores, enfim, partícipes de uma ferramento que representa também um meio vanguardista e ao mesmo tempo criticada pela sua facildiade de acesso, como veem o futuro de tais ferramentas em sociedades tão acostumadas com liberdade de expressão, somente até o momento em que não causem problemas ao bom e velho “status quo”?
Grato e de novo, parabéns pela bela iniciativa.







