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Na Tribo do Twitter: Muitos fakes para poucos Índios…
Posted on maio 18th, 2009 3 commentsO Tas, o Azeredo e a morte dos Fakes - Declaro que fiquei completamente addicted ao Twitter. Para quem não sabe, mais uma ferramentinha interessante da Internet.
Dia desses- na verdade ontem, que para o tempo da Internet é coisa do arco da velha - apareceu mais uma polêmica na Brasilândia virtual no Twitter: um Perfil falso (ou fake para os íntimos) de um cara que faz sucesso no Twitter, no caso o Marcelo Tas. Para quem não sabe quem é, ele já foi o Professor Tibúrcio, na TV Cultura e agora comanda um programa de humor que faz um baita sucesso, graças a figuras como os impagáveis Rafinha Bastos e Marco Luque, chamado CQC, da Band.
Pois bem, um interessante resumo do #mimimi (tititi para os mais velhos como eu), é que apareceu um carinha querendo se passar pelo Tas e daí, tudo bem, nada de novo. Acontece que a reação do Tas acabou sendo desproporcional à pseudo-agressão, como bem definiu o ácido @Cardoso em interessante post do seu blog. Eu diria pseudo, porque o dito Fake, não usava sequer a foto do Tas, usava uma foto aparentemente dele mesmo, fazendo graça com o próprio Tas. Enfim, para quem dirige um Programa do tipo do CQC, ácido ao extremo, sinceramente, o ideal seria deixar de lado. Não, segundo se sabe, o Tas chegou até a postar que se tratava de crime de falsidade ideológica etc.
De boa, alguém só pode ser responsabilizado por algo que efetivamente fez. Mesmo que o tal Fake fosse buscar alguma vantagem em nome do Tas, coisa que eu não tenha tomado conhecimento, mesmo assim não seria responsabilizado, já que não era ele o autor da coisa. Bobo mesmo, quem se deixar levar por um perfil de um programa de relacionamentos qualquer, na Internet, sem ao menos checar-lhe a autenticidade, muito mais se for de um comediante. Aliás, quantos programas do gênero, existem atualmente na Internet? Hoje, então, toda ”celebridade” haverá de arcar com os custos de procura por centenas,. quiça milhares de programas disponíveis no mundo, buscar também patrulhar os comentários de todos os “pseudo-fakes” que aparecerem, sob a ameaça de serem responsabilizados por algo que não fizeram?
Santa paciência, fosse assim, até as Delegacias contra crimes de Internet teriam que ser igualmente virtuais, pois não dariam conta de tanta cópia e pseudo-cópia que aparecem por aí. É, diferente, claro, de quem acaba de maneira efetiva, sendo roubado por estelionatários, tem sua privacidade ou intimidade violadas (ou seja, para quem é leigo no direito pode parecer algo tênue, mas não é, pois ali o dano já aconteceu). Antes disto, na minha ótica, é algo como censura prévia. Se um humorista em determinado programa se fantasia de alguém conhecido e tenta invadir uma festa particular, então chamemos isto de crime, é assim? Penso que não, por mais que eu seja um dos que tem ojeriza a todos os aproveitadores de plantão, pois há um limite concreto entre humor, sarcasmo, ironia etc e uma conduta criminosa.
Mas, há quem pense o contrário, há quem queira um cadastro de todos os internautas, quem busque patrulhar todo o mundo da net, até mesmo com um bom propósito (perseguir criminosos verdadeiros, pedófilos e tantos outros que descobriram o “filão” da Rede), embora por meio de uma péssima ferramenta. Entretanto, uma das “saídas” encontradas, como o famígero Projeto do Senador Azeredo, é errática: de uma boa iniciativa chega-se à uma má solução: censura e monitoramento à comunicação via Internet. Não por acaso, tantos se posicionaram contra o chamado AI5 Digital. O próprio Tas, inclusive, pelo que soube.
Ocorre que, ao denunciar uma mistura de fake com comediante, que utilizava um perfil parecido com o seu no Twitter, o protestante chegou à mesma linha de raciocínio do Senador Azeredo: em vez de liberdade de expressão, censura, pois a causa principal é nobre. Não se espere um dano real, simplesmente se corte logo as asas de quem parece ser uma ameaça. Cada um pensa como quer, no entanto, daqui a pouco vão chegar à sugestão de que programas humorísticos não podem filmar nem fazer piadinhas com ninguém que previamente autorize. Além disso, para utilizar a Internet, seja no Twitter, Orkut ou coisa que o valha, só com nome, CPF, endereço, RG, título eleitoral etc.
Enfim, nisto, querendo ou não, os pensamentos dos dois, Azeredo e Tas, acabam se encontrando.







